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Depreciação de equipamento fotográfico: como colocar no preço

Atualizado em 16/10/2026 · 4 min de leitura

Foto ilustrativa: fotógrafo e estúdio de fotografia

A depreciação do equipamento fotográfico é o custo invisível da profissão. Câmera, lentes, flashes, computador e monitor se desgastam, quebram e ficam ultrapassados. Se o preço do ensaio não inclui uma parte para trocar esse material, um dia a câmera para no meio de um casamento e o conserto, ou a troca, sai de onde não tem.

Este artigo mostra como calcular a depreciação, como colocá-la no preço e como transformar esse número numa reserva real.

O que é depreciação, na prática

É a perda de valor e de vida útil do equipamento ao longo do tempo. Para o fotógrafo, a forma mais útil de pensar é: quanto preciso guardar por mês para, quando este equipamento precisar ser trocado, ter o dinheiro pronto?

Depreciação equipamento fotográfico: o cálculo

Para cada item:

Depreciação mensal = (valor de compra − valor de revenda estimado) ÷ meses de vida útil

Se você não pretende revender, use o valor de compra inteiro. Exemplo:

Equipamento (exemplo)ValorVida útilPor mês
CâmeraR$ 12.00048 mesesR$ 250
Duas lentesR$ 7.20072 mesesR$ 100
Flashes e acessóriosR$ 1.80036 mesesR$ 50
Computador e monitorR$ 3.00030 mesesR$ 100
TotalR$ 24.000R$ 500

As contas: 12.000 ÷ 48 = 250; 7.200 ÷ 72 = 100; 1.800 ÷ 36 = 50; 3.000 ÷ 30 = 100. Total de R$ 500 por mês, o mesmo valor usado no artigo quanto cobrar por um ensaio fotográfico.

Como escolher a vida útil

Na dúvida, use uma vida útil menor. É melhor sobrar dinheiro na reserva do que faltar.

Considere também um equipamento reserva. Em eventos, muitos fotógrafos levam um segundo corpo de câmera. Ele também deprecia e entra na conta, mas é o que salva o trabalho se a câmera principal falhar.

Da conta à reserva

A depreciação só funciona se o dinheiro for realmente guardado. Uma prática simples:

  1. Abra uma reserva separada (uma conta ou aplicação de fácil resgate).
  2. Todo mês, transfira o valor da depreciação, como se fosse uma conta a pagar.
  3. Use essa reserva só para trocar ou consertar equipamento.
  4. Quando comprar algo novo, recalcule a depreciação mensal.

Depreciação no preço do ensaio

A depreciação entra no custo fixo e, portanto, no valor da hora. Veja custo fixo do fotógrafo. No exemplo, R$ 500 de depreciação em 140 horas de trabalho representam cerca de R$ 3,57 por hora. Parece pouco, mas sem ele a hora cairia de R$ 50 para cerca de R$ 46,43, e você estaria trabalhando sem guardar para a próxima câmera.

Seguro e manutenção

A depreciação cobre o desgaste e a troca planejada. Roubo, quedas e acidentes são cobertos por seguro, que é outro custo fixo. Veja seguro de equipamento fotográfico. A manutenção preventiva (limpeza de sensor, revisão) prolonga a vida útil e entra como custo fixo também.

Por fim, guarde notas fiscais e registros de compra de cada equipamento. Eles ajudam no seguro, na revenda e no controle de quando cada item foi comprado.

Comprar novo ou usado

Equipamento usado em bom estado reduz o investimento inicial e, portanto, a depreciação mensal. Em compensação, a vida útil restante costuma ser menor e pode não haver garantia. Na conta, use o valor pago e uma vida útil mais curta. Confira o estado com cuidado, de preferência com alguém experiente, e peça a contagem de disparos da câmera quando possível. Uma câmera usada barata, mas no fim da vida útil, pode sair mais cara do que uma nova.

Erros comuns

Para fins contábeis e fiscais, a depreciação tem regras próprias. Se você tem empresa, converse com o contador sobre como registrá-la. No Agenda Ensaio, os relatórios mostram o faturamento de cada mês, o que ajuda a separar a reserva de reposição com regularidade.

Perguntas frequentes

Como calcular a depreciação do equipamento fotográfico?

Divida o valor de compra (menos o valor de revenda, se houver) pelo número de meses de vida útil. Some todos os itens para ter o valor mensal.

Quanto guardar por mês para trocar a câmera?

O valor da câmera dividido pelos meses que você pretende usá-la. No exemplo do artigo, uma câmera de R$ 12.000 usada por 48 meses exige R$ 250 por mês.

A depreciação entra no preço do ensaio?

Sim, como parte do custo fixo, que define o valor da hora de trabalho.

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